quarta-feira, 4 de junho de 2014

Bio pesticida pode salvar abelhas

O veneno de uma das aranhas mais venenosas do mundo pode ajudar a salvar as abelhas melíferas (produtoras de mel) ao servir de base para um bio-pesticida capaz de eliminar pragas, mas poupar os insetos que são polinizadores poderosos, revelou um estudo publicado nesta quarta-feira (3).
As populações de abelhas, tanto selvagens quanto criadas em cativeiro, estão em declínio na Europa, nas Américas e na Ásia por razões que os cientistas lutam para entender. Os pesticidas industriais são considerados os principais responsáveis.
No ano passado, cientistas alertaram que certos pesticidas usados para proteger cultivos ou colmeias podem confundir os circuitos cerebrais das abelhas, afetando sua memória e suas habilidades de navegação das quais dependem para encontrar comida. Esse efeito tem colocado colmeias inteiras em perigo.
Desde então, a União Europeia impôs uma proibição temporária a alguns desses produtos químicos.
Agora, uma equipe da Universidade de Newcastle, na Inglaterra, descobriu que um bio-pesticida feito com uma toxina do veneno da aranha da família Hexathelidae, natural da Austrália, e uma proteína da planta galanto, não prejudica as abelhas.
"Fornecer doses agudas e crônicas [da toxina] às abelhas, para além dos níveis que experimentariam no campo, teve apenas um efeito suave na sobrevida das abelhas e nenhum efeito mensurável em seu aprendizado e memória", informou a universidade em um comunicado.
Nem as abelhas adultas, nem as larvas foram afetadas, reportou o estudo publicado na revista "Proceedings of the Royal Society B".
Anteriormente, o bio-pesticida não demonstrou ter efeitos nocivos aos humanos, apesar de ser altamente tóxico para uma série de pragas importantes.
As abelhas respondem por 80% da polinização de plantas feita por insetos. Sem elas, muitos cultivos deixariam de dar frutos ou precisariam ser polinizados manualmente. A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) informou que os polinizadores contribuem com pelo menos 70% dos grandes cultivos de alimentos humanos.
O valor econômico dos serviços de polinização foram estimados em US$ 208 bilhões em 2005. "Não haverá uma solução única", disse o co-autor do estudo, Angharad Gatehouse.
"O que precisamos é de uma estratégia de gestão integrada de pragas e pesticidas específicos aos insetos serão apenas uma parte disto", concluiu.
Fonte G1

domingo, 11 de maio de 2014

Como as abelhas enxergam a Flor



     Sigo a muito tempo um canal do You Tube, O manual do mundo, este canal através de uma linguagem fácil traz experimentos científicos fáceis, com materiais encontrados em casa despertando a curiosidade da molecada




    Um de seus videos, trouxe a experiencia da cor que as abelhas enxergam é uma experiencia fácil e muito legal.





quinta-feira, 8 de maio de 2014

Abelhas Do meliponario #2 "MANDAÇAIA (MQA)"

Mandaçaia



    É uma abelha popular entre criadores de abelhas sem ferrão(meliponicultores), por ser bastante dócil, adaptável a diversos ambientes e ter boa produtividade de mel e principalmente por ser de fácil manejo
    Seu nome vem do tupi (Manda = Vigia+ Sai= Bonito), Sua entrada é característica formada por barro com raias.
    Sua área de ocorrência são os estados de  Pernambuco, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul.
    Existem duas subespécies de mandaçaia: M. quadrifasciata quadrifasciata, que possui quatro listras amarelas sobre o dorso negro e é mais comum nas regiões ao sul da área de ocorrência da espécie, e M. quadrifasciata anthidioides, mais comum ao norte e que também possui as quatro listras, só que interrompidas no meio, não interrompe a postura no inverno e é um pouco menor que sua irma esta é a variedade criada no Meliponario Três Colinas, ainda existe as mestiça que é uma mistura das duas sub especies.
Entrada característica



















  
  A caixa para criação tem medidas internas de 15x15 no minimo, pode ser criada uma ao lado da outra sem maiores problemas, não raro vemos abelhas de uma caixa entrando em outra na mais perfeita comunidade,quando é atacada por outras abelhas ela gruda em sua inimiga impedindo a intrusa de voar infelizmente após grudarem não é possível separa las, pode chegar a decepar parte de sua inimiga com suas fortes mandíbulas,.... não faz realeira, naturalmente nasce princesas virgens facilitando as multiplicações.
  Produz 1 a 2 litros de mel por ano em minha região (Ha relatos de até 4 litros por ano),tem  sabor suave, levemente acido, de consistência mais liquida que o mel de ápis, produz também o geoprópolis uma mistura de Barro, argila, e óleos naturais, existem vários estudos em andamento focados nas capacidades deste produto.



Vigia Bonito
   Sua multiplicação é relativamente simples, existe alguns métodos mais elaborados outros mais simples mas todos eles com o mesmo intuito, fazer com que o enxame "entenda" que esta sem rainha, desta forma aceitando/elegendo uma princesa recém fecundada como sua nova rainha.





Principais características
  • Facilmente encontrada em criadores
  • Manejo muito simples
  • Produz uma razoável quantidade de mel
  • Não necessita de realeira para multiplicação
  • Excelente polinizadora
  • Muito dócil
  • Entrada com raias de barro
  • População media
Princesa de Mandaçaia
Macho







Plantas visitadas por mandaçaias.

  • Cosmos
  • Ora-Pro-Nobes
  • Assa Peixe
  • Pitangueira
  • Goiabeira
  • Girasol
  • Mutre
  • Ipê de jardim

*É muito importante a alimentação pois muitos meliponarios estão na área urbana e há falta de florada, mesmo na primavera.



Mandaçaia colhendo pólen em flor de Assa Peixe
Mandaçaia coletando xarope de água com açúcar


Método de Multiplicação

    Abrimos uma colméia  forte que será a matriz 1, escolhendo um dia claro, com temperatura elevada e sem vento, durante  o  mês  de  setembro a  dezembro, e inicia-se a verificação do ninho. Retiramos  a  cera  que circunda  os  favos  de  cria, observamos os discos "nascentes" ou seja os mais velhos de cor clara onde as abelhas estejam nascendo.
    Retiramos de dois a três discos da caixa matriz 1, e colocamos em uma nova caixa colocamos um recipiente para alimento vedamos a caixa com fita crepe, colocamos plastico trasparente e um pedaço de EVA em cima pra dar um maior conforto térmico a nova caixa.
    Se o meliponicultor tiver mais de uma caixa ele muda de local uma de suas caixas e coloca a caixa filha no lugar, desta forma as abelhas que estão voando vão entrar na caixa, este metodo gera menos impacto nas suas caixas jaque uma caixa doa discos e a outra doa campeiras.
     A alimentação entra no segundo dia pós multiplicação e deve se repetir duas vezes por semana.
     Ai é só aguardar a natureza fazer seu show  e se tudo correr bem dentro de mais ou menos 20  dias vc terá uma nova colonia de mandaçaias
    Se o meliponicultor tiver só uma caixa recomendo ele cuidar muito bem desta e só multiplicar quando tiver pelo menos 2 caixas de cada espécie.



caixa vazia

Caixa preparada para receber os discos de cria da matriz 1

Com os discos

Cobrir os discos com cera

Vedar a caixa com fita e colocar plastico transparente
*Em caso de duvida recomendo contactar um meliponicultor experiente, não faça com duvida tenha 110% de certeza do que esta fazendo, Lembre Se você é responsável pela vida de suas abelhas!!!




sexta-feira, 21 de março de 2014

Técnica de manejo #2 Mudança de Local

     Muitos meliponarios estão instalados na zona urbana, por vários motivos é necessário mudar uma caixa de lugar, nesta hora o meliponicultor passa por mal bocado já que o correto é levar a caixa para bem longe, mais longe que o raio de voo da especie que ele quer mudar, e aguardar no minimo 30 dias.... Até multiplicações são inviáveis se você não tiver um local mais afastado, alguns falam em 10, 15, 20 metros dependendo da espécie, ai fica a pergunta todo mundo tem esse espaço disponível ?


Meliponario Nativas Brasil


Caixa de uruçu (scuttelaris) com tela na entrada
    Eis uma técnica que vai possibilitar fazer uma mudança de local  sem precisar retirar a caixa de seu meliponario, com a mesma técnica em uma multiplicação você pode pegar campeiras de uma caixa colocar na caixa ao lado e elas não vão voltar nem saquear, é muito simples o que você vai precisar é de uma tela de ferro, pode ser aqueles ralinhos de pia, um grampeador ou fita crepe, basta  fechar a caixa que você quer mudar de local por 3 a 4 dias, desta forma é gera um stress passageiro no enxame, quando soltas elas fazem um novo voo de reconhecimento e não voltam mais para o antigo local de origem.
   No caso de multiplicação não ocorre saque pois pelo tempo que ficaram fechadas elas perdem o feromona real, depois de aberta mesmo uma de suas irmas não serão reconhecidas pois estas possuem o feromona real. Essa técnica também da tempo para que as abelhas organizem a casa minimizando ataque de forídeos e outros predadores.
    Testei esta técnica de mudança de local com  jatai´s e mandaçaias em multiplicação usei em uruçu e mandaçaia,  nenhuma das ocasiões as abelhas voltaram.

Caixa mais clara doou campeiras, sem saque "no problem"
*A entrada da caixa tem que ser fechada com algo que permita a entrada e saída de ar, não pode ser fechada por completo com pena de matar as abelhas.
* É muito importante que a caixa tenha reserva de alimento, no caso de uma multiplicação o meliponicultor tem que alimentar internamente.

domingo, 16 de março de 2014

Árvores Brasileiras

    Compartilho com os amigos estes excelentes livros, quem nunca quis identificar uma árvore onde as nossas abelhas visitam suas flores?
    Todo meliponicultor tem como dever plantar arvores, segue guia de arvores nativas com identificação, época de florescimento, método de plantio etc. São 3 volumes com muitas fotos e informações da flora brasileira + Um volume com as Arvores exóticas normalmente encontradas no Brasil.
    Para abrir basta clicar no nome abaixo das fotos. Boa leitura


















Padronizando

     Com o intuito de facilitar o manejo, todas minhas caixas terão uma medida padrão.
     Estou usando para mandaçaias 15x15x7,5cm, uruçu 20x20x10 interno e Uruçu amarela  18x18x10, todas modelo IMPA  com 2,5cm de espessura em pinus, com separadores entre as alças.
     A principio tive muita dificuldade em cortar a madeira e as primeiras caixas ficaram fora de padrão, resolvi este problema comprando uma taboa de Pinus com 30 cm de largura e pedi para cortar quatro sarrafos de 7,5 cm depois foi só marcar e cortar a peças para montar a caixa.
Peças já cortadas
   Apos todas montadas passei duas generosas demãos de verniz natural, com um dia de secagem entre as demãos...



    Próximo passo foi colocar os separadores nas alças, feitos de chapas de PS de 0,5cm de espessura, encontradas em lojas de materiais para comunicação visual.



    O fundo é uma peça simples com a dimensão exata da caixa, os pezinhos fiz com madeirinha para faixa, também comprado em loja de materiais para comunicação visual.

Madeirinha para faixa e fundo cortado 
Fundo já com os pezinhos, e aplicado o verniz natural


Aqui caixa já abitada


Dicas
* Compre a taboa e peça para cortar na medida que você precisa 7,5 cm, 10 cm ....
*Aplique o  verniz natural com prazo de um dia entre as demãos, de dois dias de secagem no minimo para povoar a caixa, se este prazo não for respeitado você pode matar suas abelhas intoxicadas com o álcool que ainda esta na madeira evaporando.
*Para fazer separadores use o Material conhecido com "PS" ele é vendido em chapas, é encontrado em lojas de materiais para comunicação visual, custa em minha cidade R$ 16,00 a chapa 2m x 1m x 0,5cm.
*Para os pezinhos use madeirinhas para faixa, vendidas em lojas de materiais para comunicação visual , custa em minha cidade R$12,00 o fardo com 50 madeirinhas com 80 cm cada uma.









quinta-feira, 6 de março de 2014

Visita

   Dia 02/03/214 recebi a a visita de um grande amigo Luiz Sergio, do meliponario Nativas Brasil, Graças ao amigo sou meliponicultor hoje, adquiri em seu meliponario minha primeira melípona uma Mandaçaia.
    Foi uma tarde muito boa de muito aprendizado, gosto de receber e fazer visitas, sempre temos situações e técnicas a compartilhar.


Eu de azul e o Mestre Luiz e a minha parceirinha Mary ao lado da Rufventris 

    Para o seminário deste ano aqui na cidade de Franca estou planejando um encontro de amigos, reunindo só a nata da meliponicultura aqui no Meliponário Três Colinas.
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